A Academia Brasileira de Letras (ABL) celebrou seus 129 anos em uma cerimônia realizada na noite de 23 de julho, no histórico Petit Trianon, no Rio de Janeiro. O evento reuniu acadêmicos, escritores, autoridades e convidados para homenagear personalidades que contribuíram de forma significativa para a literatura e para a cultura brasileira.

A celebração também marcou os 70 anos da publicação de Grande Sertão: Veredas, obra-prima de João Guimarães Rosa.

O destaque da noite foi a entrega do Prêmio Machado de Assis 2026 ao escritor Cristóvão Tezza, homenageado pelo conjunto de sua obra. Em seu discurso, o autor afirmou:

"A literatura é, de fato, a liga do mundo."

Além do prêmio principal, a ABL entregou três novas premiações literárias, patrocinadas pela Montblanc:

  • Prêmio Guimarães Rosa – Ficção: Eliana Alves Cruz, por Meridiana.
  • Prêmio Manuel Bandeira – Poesia: Fabrício Oliveira, por Noite obscena.
  • Prêmio Euclides da Cunha – Humanidades: Caetano Galindo, por Na ponta da língua: o nosso português da cabeça aos pés.

Também foram concedidas medalhas a personalidades e instituições que contribuíram para a cultura brasileira:

  • Medalha Joaquim Nabuco: Maria Amélia Mello e Firjan.
  • Medalha Rachel de Queiroz: Rogério Faria Tavares e Gilberto Schwartsmann.
  • Medalha João Ribeiro: Heloisa Starling.
  • Medalha Francisco Alves: Petronilha Gonçalves e Silva.

A cerimônia reafirmou o compromisso da Academia Brasileira de Letras com a valorização da literatura, da língua portuguesa e da produção intelectual brasileira. As fotografias desta reportagem foram realizadas por Dani Paiva durante a cobertura oficial do evento.